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Vinho um aliado contra a Covid-19

vinho covid

Será o Vinho, um aliado contra o covid-19?

Nesta época de pandemia, à medida que o distanciamento social se estabelece, aumenta também o consumo de álcool. Certamente uma taça de vinho tinto pode ser um aliado, mas o abuso desse ou de outras bebidas, como as destiladas, pode suprimir as respostas imunológicas e deixar você mais vulnerável a doença.

Os alimentos ricos em polifenóis são sempre bons para a saúde, mas agora pesquisas sérias analisam o papel deles no combate ao coronavírus.

Confira os benefícios do vinho para a parte imunológica.

Vinho: ação imunológica, bactericida e antiviral.

Há um elemento nas uvas que aumenta sua sobrevivência e resistência às doenças e problemas ambientais. É o resveratrol. Está bem estabelecido pela ciência que ele tem propriedades antioxidantes, anti-inflamatória, cardio protetora, antienvelhecimento e anticancerígena, promovendo:

Confira os Benefícios!

•melhora do sistema imunológico ativando NKs (natural killer) e supressão da expressão de genes inflamatórios.

•inibição de infecção e supressão da replicação do RNA de coronavírus (MERS-COV), além de aumentar a resistência da célula.

•antiagregação plaquetária, reduzindo risco de coágulo e trombose, presente em estágios avançados de Covid-19.

•reparação do dano oxidativo no DNA das células.

•inibição da replicação do vírus A da influenza em animais, sugerindo que pode ser valioso como uma medicação anti-influenza.

•no intestino, os polifenóis ajudam a apoiar bactérias intestinais benéficas, inibindo espécies patogênicas. Isso é importante porque a saúde intestinal, ou a falta dela, também pode aumentar a vulnerabilidade aos vírus.

– Antocianidinas

Classe de flavanoides que protege seu corpo contra degeneração celular. Trata-se de um pigmento roxo da casca da uva, influenciando a imunidade da seguinte forma:

•ação anti-inflamatória, antioxidante, antimicrobiana e antiviral.

•inibe a formação de coágulos sanguíneos.

•aumenta a produção de óxido nítrico.

•gera um subproduto, o ácido ferrúlico, que tem grande impacto na destruição viral.

•previne e controla resistência à insulina e diabetes, fatores que predispõem ao Covid-19.

– Rutina

Bioflavanoide potencializador da ação da vitamina C, evitando sua oxidação e prolongando o efeito. Aumenta a resistência a infecções e resfriados. A maior fonte de rutina são as uvas escuras e, portanto, os vinhos tintos.

– Quercetina

Um flavanoide antioxidante, anti-inflamatório com altíssima capacidade antiviral e estimulante imunológico. Eficiente contra gripe comum, SARS e Covid-19. Sua ação ocorre de 3 maneiras:

•inibe a capacidade do vírus de infectar a célula

•reduz a replicação de células que já estão infectadas

•reduz a resistência de células infectadas aos tratamentos e medicações antivirais

– Hesperidina e Diosmina

Flavanoides abundantes no caroço e casca da uva, se mostram efetivos contra uma proteína-alvo, a M (pro), responsável por ajudar o coronavírus a se reproduzir.

Agora a boa notícia! Consumir, no caso dos homens, 2 taças de vinho por dia, e, no caso das mulheres, 1 taça, não compromete a saúde. Aliás, só melhora, inclusive sua resposta imunológica. Porém, o aumento do uso de álcool por dias ou semanas pode suprimir seus benefícios. Lembre-se: sempre com moderação!

Super saúde!

Autor: WILSON RONDÓ JUNIOR – fonte: Jornal do Brasil

Dr. Wilson Rondó Jr. iniciou sua carreira como cirurgião vascular, e trabalhou como residente na Clinique du Mail – La Rochelle, França.

Dedicou-se particularmente à Medicina Preventiva Molecular, especializando-se em Terapias Antioxidantes pelo The Robert W. Bradford Institute, nos Estados Unidos. Graduado pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro em 1983, é membro e colaborador do American College of Advancement in Medicine além de outras instituições no Brasil e no exterior.

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Referências bibliográficas:

• Pré-impressões em 21 de março de 2020

• J Med Food 2018 de agosto; 21 (8): 777-784

•Frente. Nutr., 21 de setembro de 2018

• A conversa em 19 de março de 2020

• Front Immunol. 2018; 9: 1830

• Eur J Clin Nutr. Março de 2015; 69 (3): 373-9

• Revisão Cochrane 3 de fevereiro de 2015