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Pesquisa sugere que tanino, presente no vinho, pode inibir infecção por Covid-19

Pesquisa sugere que tanino, presente no vinho, pode inibir infecção por Covid-19.

Estudo apontou funções de bloqueio de atividades enzimáticas do coronavírus. Mesmo assim, não é possível dizer que tomar vinho ajuda a combater a doença.

Isabella Sander, colaboração para a CNN

Desenvolvido por pesquisadores da China Medical University, de Taiwan, um estudo publicado pela American Journal of Cancer Research em dezembro sugere que o ácido tânico, muito presente no vinho, pode ajudar a reduzir a infecção por Covid-19. A conclusão foi de que o composto tem funções inibidoras duplas de bloqueio de serina proteases virais e celulares críticas para a infecção viral.

A pesquisa verificou a capacidade de seis compostos naturais de inibir a atividade enzimática do vírus Sars-CoV-2, causador do novo coronavírus, e identificou que o tanino pode diminuir em até 90% essa atividade, controlando, assim, sua carga viral.

Mesmo assim, não é possível dizer que tomar vinho ajuda a combater a doença – o estudo ainda não é conclusivo. Verificado que o ácido tânico pode ter efeito sobre o vírus, o próximo passo é descobrir se alimentos com muito tanino, como a uva, o caqui e a romã, de fato podem ser usados no combate à Covid-19. No vinho tinto, os taninos são os principais componentes que afetam a riqueza da textura da bebida.

Além do ácido tânico, foram feitos experimentos com catequina, kaempferol, quercetina, proantocianidina e resveratrol, todas substâncias comprovadamente ativas na supressão da infecções por outros tipos de coronavírus identificados antes da pandemia atual. Dentre os compostos, apenas o tanino demonstrou resposta significativa especificamente para o Sars-CoV-2.

Em abril de 2020, uma nota divulgada pela Federação Espanhola de Enologia provocou polêmica. No texto, a entidade afirmava que “o consumo moderado de vinho, responsável, pode contribuir para uma melhor higiene da cavidade bucal e da faringe, esta última uma zona que abriga os vírus”.

A federação também afirmou que não havia risco de contaminação da bebida por Covid-19, uma vez que “a sobrevivência do vírus no vinho parece impossível”. O comunicado, porém, gerou notícias falsas que apontavam que o vinho tinto combatia o coronavírus, o que ainda não tem comprovação.

O presidente da Associação Brasileira de Enologia, André Gasperin, destaca que o impacto positivo do consumo moderado do vinho no combate a doenças é um tema já recorrente há mais de 20 anos.

Gasperin alerta que, “como tudo na vida”, o excesso é prejudicial – inclusive entre bebidas alcoólicas. O significado de “consumo moderado” varia e depende, por exemplo, do peso da pessoa, segundo o especialista. Em média, aconselha-se a ingestão de uma taça por dia.

Ainda é cedo

A biomédica e sommelier Caroline Dani, que leciona como professora convidada no Programa de Pós Graduação em Farmacologia e Terapêutica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), destaca que este trabalho é um “insight” para uma futura pesquisa experimental ou clínica.

“É uma pesquisa in vitro, ou seja, pegaram o vírus em laboratório e colocaram em contato com esses polifenóis isolados para verificar se eles impedem a entrada do vírus na célula. No futuro, é preciso que haja um estudo em seres humanos, para verificar se esta implicação viral pode amenizar sintomas ou infecção”, pontua.

A profissional pontua que ainda há poucos estudos ligando diretamente o consumo de vinho ou suco de uva à infecção por coronavírus, mas que muitas pesquisas apontam o benefício dos fenóis, que conferem a cor roxa à uva, para a regularização da microbiota intestinal, que regulariza o sistema imune. “Ou seja, ficamos mais fortes para combater os vírus”, explica.

 

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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2021/02/03/pesquisa-sugere-que-tanino-presente-no-vinho-pode-inibir-infeccao-por-covid-19

Vinho um aliado contra a Covid-19

vinho covid

Será o Vinho, um aliado contra o covid-19?

Nesta época de pandemia, à medida que o distanciamento social se estabelece, aumenta também o consumo de álcool. Certamente uma taça de vinho tinto pode ser um aliado, mas o abuso desse ou de outras bebidas, como as destiladas, pode suprimir as respostas imunológicas e deixar você mais vulnerável a doença.

Os alimentos ricos em polifenóis são sempre bons para a saúde, mas agora pesquisas sérias analisam o papel deles no combate ao coronavírus.

Confira os benefícios do vinho para a parte imunológica.

Vinho: ação imunológica, bactericida e antiviral.

Há um elemento nas uvas que aumenta sua sobrevivência e resistência às doenças e problemas ambientais. É o resveratrol. Está bem estabelecido pela ciência que ele tem propriedades antioxidantes, anti-inflamatória, cardio protetora, antienvelhecimento e anticancerígena, promovendo:

Confira os Benefícios!

•melhora do sistema imunológico ativando NKs (natural killer) e supressão da expressão de genes inflamatórios.

•inibição de infecção e supressão da replicação do RNA de coronavírus (MERS-COV), além de aumentar a resistência da célula.

•antiagregação plaquetária, reduzindo risco de coágulo e trombose, presente em estágios avançados de Covid-19.

•reparação do dano oxidativo no DNA das células.

•inibição da replicação do vírus A da influenza em animais, sugerindo que pode ser valioso como uma medicação anti-influenza.

•no intestino, os polifenóis ajudam a apoiar bactérias intestinais benéficas, inibindo espécies patogênicas. Isso é importante porque a saúde intestinal, ou a falta dela, também pode aumentar a vulnerabilidade aos vírus.

– Antocianidinas

Classe de flavanoides que protege seu corpo contra degeneração celular. Trata-se de um pigmento roxo da casca da uva, influenciando a imunidade da seguinte forma:

•ação anti-inflamatória, antioxidante, antimicrobiana e antiviral.

•inibe a formação de coágulos sanguíneos.

•aumenta a produção de óxido nítrico.

•gera um subproduto, o ácido ferrúlico, que tem grande impacto na destruição viral.

•previne e controla resistência à insulina e diabetes, fatores que predispõem ao Covid-19.

– Rutina

Bioflavanoide potencializador da ação da vitamina C, evitando sua oxidação e prolongando o efeito. Aumenta a resistência a infecções e resfriados. A maior fonte de rutina são as uvas escuras e, portanto, os vinhos tintos.

– Quercetina

Um flavanoide antioxidante, anti-inflamatório com altíssima capacidade antiviral e estimulante imunológico. Eficiente contra gripe comum, SARS e Covid-19. Sua ação ocorre de 3 maneiras:

•inibe a capacidade do vírus de infectar a célula

•reduz a replicação de células que já estão infectadas

•reduz a resistência de células infectadas aos tratamentos e medicações antivirais

– Hesperidina e Diosmina

Flavanoides abundantes no caroço e casca da uva, se mostram efetivos contra uma proteína-alvo, a M (pro), responsável por ajudar o coronavírus a se reproduzir.

Agora a boa notícia! Consumir, no caso dos homens, 2 taças de vinho por dia, e, no caso das mulheres, 1 taça, não compromete a saúde. Aliás, só melhora, inclusive sua resposta imunológica. Porém, o aumento do uso de álcool por dias ou semanas pode suprimir seus benefícios. Lembre-se: sempre com moderação!

Super saúde!

Autor: WILSON RONDÓ JUNIOR – fonte: Jornal do Brasil

Dr. Wilson Rondó Jr. iniciou sua carreira como cirurgião vascular, e trabalhou como residente na Clinique du Mail – La Rochelle, França.

Dedicou-se particularmente à Medicina Preventiva Molecular, especializando-se em Terapias Antioxidantes pelo The Robert W. Bradford Institute, nos Estados Unidos. Graduado pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro em 1983, é membro e colaborador do American College of Advancement in Medicine além de outras instituições no Brasil e no exterior.

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Referências bibliográficas:

• Pré-impressões em 21 de março de 2020

• J Med Food 2018 de agosto; 21 (8): 777-784

•Frente. Nutr., 21 de setembro de 2018

• A conversa em 19 de março de 2020

• Front Immunol. 2018; 9: 1830

• Eur J Clin Nutr. Março de 2015; 69 (3): 373-9

• Revisão Cochrane 3 de fevereiro de 2015

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