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Porque o vinho é a bebida da quarentena?

Vinho bebida da quarentena

Vinho, a Bebida da Quarentena!

Você tem a impressão de que todos os dias pelo menos um contato de uma das suas redes sociais faz uma postagem dizendo que está bebendo vinho, mostrando uma bela taça cheia ou uma garrafa pela metade?

Bom, talvez não seja apenas impressão. Lojas virtuais, importadoras e produtores da bebida perceberam aumento na venda para o consumidor final desde que as medidas de distanciamento social começaram a ser implementadas para conter a disseminação de Covid-19 no Brasil. Em casa, os fãs da bebida têm ampliado o número de pedidos online, por isso o vinho tem sido a bebida da quarentena. Muitas empresas de e-commerce tem registrado altos índices de vendas no período desta quarentena.

Para especialistas o mercado de vinho é resiliente em crises e tende a não sofrer retração em volume, apesar das transformações de perfis e ocasiões de consumo. O que acontece atualmente pode ser visto como grande oportunidade para as empresas. Há essa massa de consumidores que estão descobrindo o vinho e clientes que não compravam online e estão começando a se habituar. Os desafios serão a adaptação a uma nova realidade, com tendências diferentes e com um consumidor mais exigente na jornada digital.

O que diz os psicanalistas?

Com mais vendas aqui ou ali, o vinho está mesmo nas casas de todos. E, do ponto de vista da psicanálise, isso é bastante compreensível.

A situação de isolamento social exige renúncia ao prazer – do convívio social, do trabalho etc. Mas o ser humano não renuncia, ele compensa”, explica Daniel Kupermann, psicanalista e professor do instituto de psicologia da USP (Universidade de São Paulo). “Compensamos criando outros prazeres: como beber mais vinho.” Além disso, segundo ele, o álcool pode promover um relaxamento e age como uma válvula de escape. É claro que é necessário ficar atento às quantidades. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda não mais do que 240 ml de vinho para homens e 120 ml para mulheres diariamente. “Conhecemos alguns benefícios do vinho tinto, com polifenóis que ajudam em doenças cardiovasculares. O consumo, porém, precisa ser adequado”, diz Maria Fernanda Vischi D’Ottavio, nutricionista do HCor, em São Paulo. Segundo ela, o álcool é vilão na questão obesidade (que tem se mostrado fator de risco para Covid-19), por ser considerado caloria vazia. “E o vinho é sempre acompanhado de queijo ou de um snack mais pesado”, completa. Ou seja, comedimento é a palavra-chave. “A bebida moderada nesse momento é compreensível, mas cada um deve respeitar suas restrições. Se ela não comprometer a saúde da pessoa e da sua capacidade social e de trabalho, não há, a princípio, problema.”

Quantas vezes buscamos um vinho para consumir ou dar de presente e não temos em casa? Principalmente agora, em um momento em que praticamente todo o Brasil está vivendo em quarentena. Aqui você irá encontrar sugestões riquíssimas de vinhos a apreciar em suas harmonizações e brindes com seus familiares e amigos!

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O vinho deve ser servido em temperatura ambiente?

Temperatura do Vinho Servido

O vinho deve ser servido em temperatura ambiente? Não necessariamente. Servir um vinho tinto em temperatura ambiente de 30ºC, por exemplo, é jogar bebida fora.

Uma das grandes confusões criadas quando a cultura do vinho começou a se espalhar pelo Brasil é precisamente a da temperatura para conservar e servir os vinhos. Como uma grande parte dessa cultura é passada de boca em boca, chegou até nós a crença de que os vinhos tintos devem ser servidos na temperatura ambiente. Mas isso veio dos países europeus, onde a temperatura média é consideravelmente mais baixa do que a nossa.

Assim, servir um vinho tinto encorpado em um dia de calor tropical exige resfriamento e a simples pergunta: temperatura ambiente de onde?

Por que cuidar da temperatura?

Vamos usar um exemplo bem comum às nossas mesas: a cerveja. É comum ouvir que a cerveja deve ser “estupidamente” gelada e que os ingleses gostam de cerveja quente. Pois bem, qualquer coisa estupidamente gelada tem praticamente o mesmo efeito na boca: apaga a sensibilidade das papilas gustativas e só o que se percebe é que é algo gelado. Por isso, as cervejas têm também temperaturas corretas para serem apreciadas, senão o trabalho do mestre cervejeiro vai apenas por goela abaixo, sem nenhum prazer.

Na Inglaterra, o que acontece é que as cervejas são, em sua maioria, mais encorpadas, e se pensarmos que o país é mais frio e úmido do que o nosso, automaticamente a temperatura de serviço sobe um pouco. No restaurante, se o vinho vier direto da prateleira, peça um balde com água e gelo e dê um choque térmico na garrafa.

O cuidado com a temperatura é essencial para preservar aquilo que um vinho tem de melhor, seja seu frescor, sua acidez ou seu corpo. Isso fica simples ao pensarmos nos espumantes. Ninguém toma Champagne ou Prosecco sem gelar a garrafa, certo? A acidez e o frescor nesses casos são alavancados pela temperatura, que também pode fazer o inverso: caso estejam muito gelados, os espumantes vão tender para o amargor.

O mesmo acontece ao gelar demais um vinho tinto, quando os taninos farão o vinho parecer amargo. Isso é fácil de perceber, pois, no caso dos tintos, apenas dois graus de temperatura acima já deixarão o líquido mais “macio”.

Quais são as temperaturas corretas?

Pensando que no Brasil a temperatura na maioria dos lugares frequentemente está acima dos 20ºC, em temperatura ambiente praticamente nenhum vinho poderia ser tomado. Incrível, não é?

A temperatura dos vinhos tintos mais densos – como vários de Portugal, Argentina e da Itália – precisam estar entre 18 e 20ºC e, conforme vão ficando mais leves, delicados e frutados, a temperatura vai caindo para 16 e 14ºC. Abaixo disso, o amargor começa a ser muito pronunciado, encobrindo a fruta, e o vinho muda para pior.

Se você estiver em um restaurante e o vinho tinto vier direto de uma prateleira interna para a sua mesa, não tenha vergonha, peça um balde com água e gelo e dê um choque térmico na garrafa de pouco mais de cinco minutos. Isso deve bastar se a temperatura do restaurante não estiver muito alta. Se ela for de mais de 25ºC, sirva uma taça para cada pessoa e volte a garrafa para o balde por mais alguns minutos.

Em casa é mais fácil, mesmo com o calor externo. Coloque a garrafa de vinho tinto na porta da geladeira ou na prateleira mais baixa por uns 20/25 minutos antes de servir, assim ela deverá alcançar uma temperatura que valorize o líquido. Leve em consideração que a maioria das geladeiras é capaz de abaixar a temperatura de um líquido em 2 graus a cada 10 minutos.

Brancos geladinhos!

Use gelo e água, pois ela envolve toda a garrafa.

Com nosso clima tropical e nosso gosto pelas celebrações, os vinhos brancos e espumantes deveriam ser parte maior de nossas refeições. Pois eles são, em geral, mais leves, frescos e ácidos, combinando com muitos de nossos pratos.

Mas, como o consumidor ainda não lhes dá a devida atenção, muitos restaurantes nem colocam os brancos em suas adegas climatizadas; assim, quando o pedido é feito, chega o balde à mesa e o vinho em temperatura ambiente.

Seja no restaurante ou em casa, a regra será a mesma para sair de 25ºC e chegar aos 6 ou 8ºC (que a maioria dos brancos necessita para ser apreciado), vai levar uns 30 minutos ao menos em um balde bem cheio de água e gelo. Mas, se você se programou antes, pode colocar as garrafas de brancos e espumantes na parte baixa da geladeira por algumas horas antes da festa. Quinze minutos antes de receber seus convidados, passe as garrafas para o balde com gelo e água, e eles estarão perfeitos.

Somente os vinhos brancos (em geral da uva Chardonnay e amadurecidos em barricas) mais encorpados é que podem ser servidos em temperaturas ligeiramente mais altas (em torno de 10ºC). Os outros precisam de mais frio para se mostrarem melhor e terem sua acidez valorizada (não esqueça que o excesso de frio fecha os aromas dos vinhos).

Os espumantes seguem a mesma regra dos brancos, a não ser os meio doces ou doces (como os da uva Moscatel, por exemplo), que devem ser servidos com a temperatura um pouco mais frios, em torno de 5ºC. Por fim, os vinhos rosados respeitam uma regra de coloração e método. Embora em sua maioria devam ser servidos na mesma temperatura que os brancos (em torno de 7ºC), para aqueles rosés de cor mais escura (quando, em geral, ocorre um maior contato das cascas com o sumo da uva) a temperatura pode ser um pouco mais alta, por volta de 11ºC.

Uma vez que você faça o teste de provar um vinho em sua temperatura correta e naquela que não o valoriza, perceberá a importância dessas regras.

A temperatura certa:

Espumantes (em torno de 5ºC)

Brancos (de 6° a 8ºC)

Rosés (de 7° a 11ºC)

Tintos leves (de 14° a 16ºC)

Tintos médios (de 16° a 18°C)

Tintos encorpados (de 18° a 20ºC)

Gostou das dicas! Então aproveite um bom vinho e saúde!!!

 

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Vinho um aliado contra a Covid-19

vinho covid

Será o Vinho, um aliado contra o covid-19?

Nesta época de pandemia, à medida que o distanciamento social se estabelece, aumenta também o consumo de álcool. Certamente uma taça de vinho tinto pode ser um aliado, mas o abuso desse ou de outras bebidas, como as destiladas, pode suprimir as respostas imunológicas e deixar você mais vulnerável a doença.

Os alimentos ricos em polifenóis são sempre bons para a saúde, mas agora pesquisas sérias analisam o papel deles no combate ao coronavírus.

Confira os benefícios do vinho para a parte imunológica.

Vinho: ação imunológica, bactericida e antiviral.

Há um elemento nas uvas que aumenta sua sobrevivência e resistência às doenças e problemas ambientais. É o resveratrol. Está bem estabelecido pela ciência que ele tem propriedades antioxidantes, anti-inflamatória, cardio protetora, antienvelhecimento e anticancerígena, promovendo:

Confira os Benefícios!

•melhora do sistema imunológico ativando NKs (natural killer) e supressão da expressão de genes inflamatórios.

•inibição de infecção e supressão da replicação do RNA de coronavírus (MERS-COV), além de aumentar a resistência da célula.

•antiagregação plaquetária, reduzindo risco de coágulo e trombose, presente em estágios avançados de Covid-19.

•reparação do dano oxidativo no DNA das células.

•inibição da replicação do vírus A da influenza em animais, sugerindo que pode ser valioso como uma medicação anti-influenza.

•no intestino, os polifenóis ajudam a apoiar bactérias intestinais benéficas, inibindo espécies patogênicas. Isso é importante porque a saúde intestinal, ou a falta dela, também pode aumentar a vulnerabilidade aos vírus.

– Antocianidinas

Classe de flavanoides que protege seu corpo contra degeneração celular. Trata-se de um pigmento roxo da casca da uva, influenciando a imunidade da seguinte forma:

•ação anti-inflamatória, antioxidante, antimicrobiana e antiviral.

•inibe a formação de coágulos sanguíneos.

•aumenta a produção de óxido nítrico.

•gera um subproduto, o ácido ferrúlico, que tem grande impacto na destruição viral.

•previne e controla resistência à insulina e diabetes, fatores que predispõem ao Covid-19.

– Rutina

Bioflavanoide potencializador da ação da vitamina C, evitando sua oxidação e prolongando o efeito. Aumenta a resistência a infecções e resfriados. A maior fonte de rutina são as uvas escuras e, portanto, os vinhos tintos.

– Quercetina

Um flavanoide antioxidante, anti-inflamatório com altíssima capacidade antiviral e estimulante imunológico. Eficiente contra gripe comum, SARS e Covid-19. Sua ação ocorre de 3 maneiras:

•inibe a capacidade do vírus de infectar a célula

•reduz a replicação de células que já estão infectadas

•reduz a resistência de células infectadas aos tratamentos e medicações antivirais

– Hesperidina e Diosmina

Flavanoides abundantes no caroço e casca da uva, se mostram efetivos contra uma proteína-alvo, a M (pro), responsável por ajudar o coronavírus a se reproduzir.

Agora a boa notícia! Consumir, no caso dos homens, 2 taças de vinho por dia, e, no caso das mulheres, 1 taça, não compromete a saúde. Aliás, só melhora, inclusive sua resposta imunológica. Porém, o aumento do uso de álcool por dias ou semanas pode suprimir seus benefícios. Lembre-se: sempre com moderação!

Super saúde!

Autor: WILSON RONDÓ JUNIOR – fonte: Jornal do Brasil

Dr. Wilson Rondó Jr. iniciou sua carreira como cirurgião vascular, e trabalhou como residente na Clinique du Mail – La Rochelle, França.

Dedicou-se particularmente à Medicina Preventiva Molecular, especializando-se em Terapias Antioxidantes pelo The Robert W. Bradford Institute, nos Estados Unidos. Graduado pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro em 1983, é membro e colaborador do American College of Advancement in Medicine além de outras instituições no Brasil e no exterior.

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Referências bibliográficas:

• Pré-impressões em 21 de março de 2020

• J Med Food 2018 de agosto; 21 (8): 777-784

•Frente. Nutr., 21 de setembro de 2018

• A conversa em 19 de março de 2020

• Front Immunol. 2018; 9: 1830

• Eur J Clin Nutr. Março de 2015; 69 (3): 373-9

• Revisão Cochrane 3 de fevereiro de 2015

Torres Vedras Cidade Europeia do Vinho

vinícola alenquer

Num universo de quase meia centena de países que produzem vinhos, temos Portugal entre os 10 maiores países produtores de vinho!

A qualidade e carácter único dos seus vinhos fazem de Portugal uma referência entre os principais países produtores, com um lugar destacado e em crescimento.

Cidade Europeia do Vinho

O título Cidade Europeia do Vinho, é um reconhecimento europeu pela enorme importância que a produção vitivinícola na área tem para o panorama dos vinhos portugueses.

E em 2018,  este reconhecimento foi atribuído pela RECEVIN – Rede Européia de Cidades Vinícolas, aos municípios de Torres Vedras e Alenquer, um dos maiores produtores da região vitivinícola de Lisboa, onde é produzido nosso vinho Velha – Árvore.

Motivo de muito orgulho, que resulta no reconhecimento deste território, adegas cooperativas, quintas produtoras e milhares de pequenos agricultores, onde graças aos quais é possível produzir uva e vinho de qualidade.

Junto a este galardão, foi desenvolvido um extenso programa de ações e eventos de promoção da região, dos seus vinhos e do enoturismo, visando aumentar a sua notoriedade e valorização a nível nacional e internacional.

Sendo assim,hoje a atividade vitivinícola e o enoturismo são, essenciais para o desenvolvimento econômico da região.

Overwine – Vinhos de Portugal

E dentro deste programa, A Overseas traz ao Brasil sugestões riquíssimas de vinhos, após aterrizar nas terras de Cabral, e conhecer um incrível e simpático produtor José Melícias, fundador da Vitiscape, participante deste programa.

José Melícias tem uma história fantástica no vinho, profissional que cuida desde as sementes até o engarrafamento de todas as suas uvas (Castas em Portugal) e também acompanha seus apreciadores no Enoturismo, em Torres Vedras.

Com três séculos de história, onde o respeito pelas tradições é bem vivo e se reflete nos vinhos produzidos.

A atenção aos detalhes e o cuidado extremo na produção destes vinhos originam produtos com identidade bem marcada, mas com grande versatilidade, onde a tradição e a contemporaneidade combinam experiências únicas que surpreendem quem os visita.

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